Valquíria Victoria
A escultura de Joana Vasconcelos, « Victoria », é uma das obras de arte mais geniais da Época Contemporânea.
A obra tem um significante e tantos significados quanto as pessoas que a veêm e tudo isso multiplicado ao infinito, consoante a perspectiva em que se situe o observador. O signo torna-se mudo e a sgnificação deve ser procurada na irreversibilidade do tempo, visto que nós somos livres da mesma forma que o tempo é irreversível. Isso torna « Victoria » uma fuite en avant , visto que o tempo é movimento e o que é já não é .
« Victoria » é um espelho poliédrico cujos faces podem ser multiplicadas ao infinito, mas onde os espectadores não podem ver a imagem deles, porque seria necessário ser um porteur de clé s para ter essa capacidade. « Victoria » quer que o seu espectador se torne um actor, mas o medo impedi-lo-á mesmo de tentar. Desse modo, para se proteger, ele tentará nomeá-la, à custa da sua convicção intima da impossibilidade de o fazer.
É a vitória do homem sobre a mediocridade, sobre o conhecido. É a possibilidade de que um dia o homem possa entrar na jaula do leão e sair dela incólume.
« Victoria » poderia simbolizar os valores defendidos por Krishnamurti na sua obra Freedom from the known, o que equivale a dizer que o mistério que está atrás de cada porta que se abre, não desparecerá nunca. É a derrota dos que vivem para se apropriar das coisas e das pessoas, é o triunfo do irracional.
Beatriz de Vasconcelos Barange

© David Luciano | Cortesia Museu Colecção Berardo, Lisboa

© Bertrand Huet | Tutti | Cortesia Galerie Nathalie Obadia, Paris/Bruxelas

© 2008, DMF

© Bertrand Huet | Tutti | Cortesia Galerie Nathalie Obadia, Paris/Bruxelas

© 2008, DMF

© Peter Mallet | Cortesia Haunch of Venison, Londres
Detalhes da Obra
Data de Produção
2008
Materiais
Tricô e croché em lã feitos à mão, malha industrial, tecidos, adereços, poliéster, cabos de aço
Dimensões
400 x 300 x 350 cm
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