Na obra colaborativa Temple Tetris, Joana Vasconcelos e Arne Quinze exploram o conceito de portal. O templo torna-se uma estrutura em permanente transformação, aberta ao infinito e em contínua ascensão em direção ao céu, numa procura de aproximação ao domínio do celestial e do desconhecido. Nesta perspetiva de caráter onírico, o templo assume-se como um espaço de transição, uma passagem entre diferentes mundos e dimensões.
Em vez de existir simplesmente como um objeto fechado, a obra cria um espaço de contemplação onde a paisagem, o céu e a presença do público são partes integrantes da obra. Para Joana Vasconcelos, a instalação remete para os templos da Antiguidade, concebidos em estreita relação com os astros e a ordem do universo. Arne Quinze aprofunda este diálogo, estabelecendo uma relação direta entre a estrutura do templo e as formas da natureza, entrelaçando-as no próprio espaço arquitetónico. Estas formas orgânicas erguem-se em torno da estrutura arquitetónica como vegetação selvagem, suavizando gradualmente as linhas retas da estrutura.



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