A instalação convida o público a entrar num ecossistema autossustentável, onde o instinto, a diversidade e a imaginação convergem. Cada material exprime a sua própria linguagem, enquanto a luz percorre as superfícies, revelando texturas e reflexos que se transformam a cada passo. Uma paisagem sonora contínua e em constante evolução atravessa a obra, evocando um batimento cardíaco. Os seus sons ecoam os ritmos da natureza em movimento: o ondular do vento, o pulsar do crescimento e a lenta transformação dos sistemas vivos.
A obra explora igualmente a tensão entre o saber-fazer artesanal e a tecnologia através de uma marcante inversão espacial. As tapeçarias suspensas e as formas densas e ramificadas de Joana Vasconcelos descem como raízes orgânicas, enquanto a estrutura mais leve de Arne Quinze parece levitar por baixo, desenvolvendo-se num ritmo ondulante. Upside Down afirma-se como uma reflexão sobre o próprio ato de criação: a natureza enquanto artista suprema e a humanidade enquanto participante, e não como força de controlo.
Criada em colaboração com o Atelier Vierkant, o Atelier Berengo e a Creutz and Partners.





Obras













